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CUSTOS ELEVADOS DE MATÉRIAS-PRIMAS E CÂMBIO DESFAVORÁVEL
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Venda das ações da Ternium representou perda contábil de cerca de R$ 125 milhões
Com resultados afetados pela continuidade da pressão dos custos das principais matérias-primas e pelo câmbio desfavorável, que incentiva a competição dos produtos importados, o lucro líquido da Usiminas caiu 96% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 16 milhões, quando comparado aos R$ 375 milhões nos três primeiros meses do ano passado.
"Certamente os resultados deste primeiro trimestre, do ponto de vista das operações das margens, ficou muito aquém do que gostaríamos. Certamente o resultado final tem um efeito não-recorrente que foi a venda das ações da Ternium que, do ponto de vista econômico, representou uma perda contábil de cerca de R$ 125 milhões, contribuindo de forma negativa para os números que estamos apresentando", justificou o presidente da siderúrgica, Wilson Brumer.
"Temos muito a fazer em um ano muito complexo em termos de ações que precisam ser tomadas para melhorar nossa competitividade", ressaltou, ao garantir que "não faltará esforço, energia e determinação de toda a diretoria da empresa para que possamos efetivamente para melhorar os resultados".
Receita de R$ 3,1 bi
A receita da siderúrgica atingiu a R$ 3,1 bilhões, aumento de 1% em relação ao primeiro trimestre de 2010 e queda também de 1% na comparação com o quarto trimestre do ano passado, principalmente por causa da redução dos preços de aços planos praticados no mercado ao longo deste período, que afetaram o trimestre posterior.
No primeiro trimestre de 2011, a produção de aço bruto nas usinas de Ipatinga e de Cubatão alcançou a 1,8 milhão de toneladas, aumento de 12% em relação ao quarto trimestre de 2010. A produção de laminados chegou a 1,7 milhão de toneladas, 8% maior que a do trimestre anterior.
As vendas físicas totais da Usiminas no primeiro trimestre deste ano alcançaram o volume de 1,6 milhão de toneladas, sendo 77% destinadas ao mercado interno, o que corresponde a 1,2 milhão de toneladas de produtos e 15% maiores quando comparadas às vendas ao mercado interno no quarto trimestre de 2010. Já as exportações decresceram 30% em relação às do trimestre anterior e representaram 23% das vendas do trimestre.
Ebitda
O Ebitda do primeiro trimestre manteve-se estável em relação ao do quarto, alcançando R$ 337 milhões. Esse resultado, de acordo com Brumer, não é satisfatório. No entanto, é menor que a metade do Ebitda do primeiro trimestre de 2010, que atingiu R$ 711 milhões.
No primeiro trimestre, foram apuradas receitas financeiras líquidas que totalizaram R$ 43,5 milhões, comparáveis às receitas financeiras líquidas no valor de R$ 41,3 milhões do quarto trimestre de 2010. Já a receita relativa a participação da MRS Logística chegou a R$ 18 milhões.
Na exportação, os preços médios foram positivamente impactados pela alta dos preços internacionais, apesar da continuidade da valorização do real, que neutraliza parte destes efeitos positivos.
O volume de vendas destinado ao mercado interno alcançou 77%, evolução de nove pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2010; entretanto o efeito positivo de maiores vendas no mercado interno foi parcialmente compensado pelos menores preços médios de aço e reajustes de preços das principais matérias-primas.
Investimentos
"Apesar dos resultados econômicos aquém, entendemos que não podemos abrir mão da liquidez da companhia, da performance e da geração de caixa. Nós criamos continuados investimentos que vêm sendo tocados para que possamos aumentar a competitividade de nossas operações", afirma Brumer. O objetivo da empresa é investir no aumento da oferta de produtos de alta tecnologia, na eficiência operacional e modernização tecnológica e na integração do upstream e dowstream.
"Estamos tocando nossos projetos da forma que possamos inaugurá-los o mais rápido possível", afirmou, referindo-se a nova linha de galvanização em Ipatinga, já em fase pré-operacional, que vai expandir a capacidade de produção em 550 mil toneladas; a nova linha de tiras a quente em Cubatão, que acrescentará 2,3 milhões de toneladas de capacidade de laminação por ano; além da tentativa de aumentar a capacidade de mineração.
Mineração
A receita líquida do segmento de mineração no primeiro trimestre de 2011 somou R$ 213 milhões, 35% superior quando comparada aos três primeiros meses de 2010, o que pode ser explicado pelos melhores preços praticados no período. O lucro bruto alcançou R$ 155 milhões.
O acréscimo na receita refletiu-se diretamente no crescimento da margem bruta, que passou de 58% (primeiro trimestre de 2010) para 73% (primeiro trimestre de 2011). As despesas operacionais apresentaram um acréscimo de 28%, principalmente por causa de maiores gastos com desenvolvimento e estruturação da mineração como empresa. O Ebitda apurado no trimestre foi de R$ 138 milhões, 70% superior ao do mesmo período do ano anterior, gerando uma margem de 65%.
No primeiro trimestre, o volume de produção atingiu a 1,6 milhão de toneladas, ligeiramente superior ao do mesmo período do ano passado e pouco abaixo do planejado para o período. O desempenho foi afetado pelas chuvas e manutenções na planta, o volume de produção atingiu 1,6 milhão de toneladas, e ficou ligeiramente superior ao do mesmo período do ano passado e pouco abaixo do planejado para o período. No entanto, a Usiminas Mineração conseguiu se recuperar no último mês do trimestre, e a meta para este ano é atingir produção de oito milhões de toneladas.
O volume de vendas ficou abaixo do primeiro trimestre de 2010 por causa das exportações que foram concluídas em abril. Já o volume de minério destinado às Usinas de Ipatinga e Cubatão atingiu aproximadamente 1,0 milhão de toneladas.
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