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Analistas projetam menor demanda da China por aço em 2012
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SÃO PAULO - O motor da demanda chinesa por aço, a urbanização, continuará a ser um tema de longa duração, mas pode desacelerar em 2012 se o governo chinês continuar a repressão contra os preços dos imóveis. Esta é a avaliação dos analistas Shirley Zhao e Henry Liu, da Mirae Asset.
Segundo eles, a demanda chinesa por aço tem sido estimulada pelo aumento da liquidez e pelo frenesi de investimento por parte dos governos locais, resultando em uma enorme expansão.
“No entanto, a desaceleração do crescimento da demanda no segundo semestre de 2011, juntamente com o excesso de capacidade, colocou pressão sobre o setor siderúrgico para se adaptar a um ambiente de mudanças”, explicam os analistas.
Zhao e Liu atribuem ao governo chinês a responsabilidade pela reversão deste quadro. “Acreditamos que o governo chinês tem um papel predominante na alocação de recursos e ajustes de política. Em certa medida, o setor de aço da China conseguiria alcançar o crescimento da demanda real de 3% em 2012”, avaliam eles.
Demanda
“As grandes fábricas estatais de aço estão perdendo terreno para os seus homólogos "híbridos", que gozam de apoio do governo local e do estilo de gestão agressivo de empresários privados”, dizem os analistas.
Assim, eles mantém a posição de baixo peso no setor do aço chinês em 2012, especialmente as grandes usinas estatais de aço. Duas empresas se enquadrariam neste modelo “híbrido”: Jiangsu Shagang e Nanjing.
Sua competitividade estaria nas inovações rigorosas, na redução de custos, baixa expansão do capex e estratégias flexíveis de vendas.
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